TODAS AS MULHERES PRECISAM LER...
Bunda mole é ?
Belinha acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações. Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro. No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha. Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu. Pensou se abdômen definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre. Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses. Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado. Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor. Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças. Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório!
Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área. Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos. Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir. Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo , reclamando de tudo. Jantaram em silêncio. Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar. Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário: - Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar. Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro! Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois lhe deu um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados! Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas. Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual... Resolveu agir com sabedoria. No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada. Foi para uma academia e malhou duas horas.
De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho. Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele. E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada. Enquanto se hospedava num Spa, ouviu o marido desesperado tentar localizá-la pelo celular e descobrir por que ela havia sumido. Pacientemente não atendeu. E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele. - A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura. Um beijo da preguiçosa...
(Extraído do livro: Este sexo é feminino /Patrícia Travassos).
"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia... porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante!!!!
domingo, 30 de agosto de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Eu quero é mais!!!

Odeio ser do tipo que vive se lamentando, reclamando da vida. O tempo que está alí reclamando deveria estar aproveitando para fazer a diferença. Tem gente que só se lamenta. E isso é contagioso, tenho até medo.
Esse tipo de gente tem mania de usar os termos "um dia" vou fazer isso, vou ter aquilo. Eu mesma me peguei falando isso. Depois parei e analisei... Um dia pq?? Não é nada impossível, posso fazer isso agora. O momento de fazer acontecer é agora!! A frase é bem poética. Mas temos que fazer valer e por em prática.
A insatifação por algumas coisas bateu em mim. Me dei conta que eu estava uma chata!
Estava tá?? Não sou!! Há uma grande diferença em estar e ser!!!!
Agora, em um desabafo com uma amiga, ela veio com aquela pergunta " o que vc quer mais??"
Vc tem isso, vc tem aquilo, tem uma filha linda, tem saúde, é jovem, tem o corpo lindo...
O que isso impedi em eu querer mais? Qual o pecado nisso? Que idéia!
Ela falou de um jeito como se eu tivesse que me contentar. NÃÃÃOO.
Eu quero é mais!!!
Que mania que as pessoas tem de resumir a vida da outra e achar que ela não pode querer mais.
Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo. Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino.Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo.Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.
A imagem, eu escolhi ao terminar de escrever. O que quer dizer, que o que eu queria mesmo agora, era está naquela cena alí em cima. Bom, infelismente, não sou uma felizarda de ter uma banheira em casa, principalmente com este clima. Mas posso querer não posso??
sábado, 16 de maio de 2009
É ASSIM QUE EU GOSTO DE SER

Ah, como é bom gostar de quem gosta da gente...
E de quem gosta de gente...
É bom saber gostar... Saber que alguém gosta da gente também... Faz bem a alma!
Se gosto, gosto... Se não, não gosto e pronto. Sem meias palavras... Sem mais ou menos.
É tudo ou nada.
Gosto de tudo ou nada!
E saber das coisas? Gosto também.
Quero saber de tudo.
Do samba, do rock, do fank, do jaz... Canção. Gosto de todas.
Sou do bolero... Gosto mais...
Dançar com o bem amado... mão suada, rosto colado, corpos ardentes, tesão de repente!
Livro, poesia, som, imagem... Sonho, fantasia...
Gosto tanto!
Vida... amor... tesão... razão também. Por que não?
Esquecer do real? Não... Vivo com ele, esqueço não!
Gosto da vida que levo... É a mesma que levo para aqueles que eu gosto.
Comigo guardo também o jeito de cada um daqueles que amo. Guardo no coração!
O meu coração é feito assim... Carrego tudo...
As muitas vidas que fazem parte da minha... Quero que façam parte de mim.
Gosto do bem, das coisas que dão água na boca... Daquelas que fazem estremecer, das que dão um frio na barriga e, às vezes, até metem medo, mas se empurrar a gente para frente gosto também.
Voltar eu não gosto! É perda de tempo. Não embala sonhos, atrasa a realidade. Não, não tem graça. A gente já sabe como foi. Não saber como será é que é o bonde da história, e, deixar passar esse bonde, nem pensar.
O que eu gosto mesmo é de dar a volta por cima. Nem sempre fácil, nem sempre do jeito que eu quero ou posso, mas sempre melhor do que ficar olhando para trás.
O presente não pode ser o passado nem o futuro, somente o elo de ligação entre o que foi e o que será.
É assim que eu sou.
É assim que eu gosto de ser.
E de quem gosta de gente...
É bom saber gostar... Saber que alguém gosta da gente também... Faz bem a alma!
Se gosto, gosto... Se não, não gosto e pronto. Sem meias palavras... Sem mais ou menos.
É tudo ou nada.
Gosto de tudo ou nada!
E saber das coisas? Gosto também.
Quero saber de tudo.
Do samba, do rock, do fank, do jaz... Canção. Gosto de todas.
Sou do bolero... Gosto mais...
Dançar com o bem amado... mão suada, rosto colado, corpos ardentes, tesão de repente!
Livro, poesia, som, imagem... Sonho, fantasia...
Gosto tanto!
Vida... amor... tesão... razão também. Por que não?
Esquecer do real? Não... Vivo com ele, esqueço não!
Gosto da vida que levo... É a mesma que levo para aqueles que eu gosto.
Comigo guardo também o jeito de cada um daqueles que amo. Guardo no coração!
O meu coração é feito assim... Carrego tudo...
As muitas vidas que fazem parte da minha... Quero que façam parte de mim.
Gosto do bem, das coisas que dão água na boca... Daquelas que fazem estremecer, das que dão um frio na barriga e, às vezes, até metem medo, mas se empurrar a gente para frente gosto também.
Voltar eu não gosto! É perda de tempo. Não embala sonhos, atrasa a realidade. Não, não tem graça. A gente já sabe como foi. Não saber como será é que é o bonde da história, e, deixar passar esse bonde, nem pensar.
O que eu gosto mesmo é de dar a volta por cima. Nem sempre fácil, nem sempre do jeito que eu quero ou posso, mas sempre melhor do que ficar olhando para trás.
O presente não pode ser o passado nem o futuro, somente o elo de ligação entre o que foi e o que será.
É assim que eu sou.
É assim que eu gosto de ser.
Aceito a vida...pq ela é realizada por mim!!
Um beijo pra quem é de beijo!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
"SER FELIZ OU TER RAZÃO?”

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de u ma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
MORAL DA HISTÓRIA: Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma Palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: 'Quero ser feliz ou Ter razão?' Outro pensamento parecido, diz o seguinte: 'Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. Eu já decidi... EU QUERO SER FELIZ e você?
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de u ma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
MORAL DA HISTÓRIA: Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma Palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: 'Quero ser feliz ou Ter razão?' Outro pensamento parecido, diz o seguinte: 'Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. Eu já decidi... EU QUERO SER FELIZ e você?
sexta-feira, 13 de março de 2009
Lidar com homem é uma arte!!!

Estava aqui pensando, como as pessoas são realmente diferentes. Agem diferente, estando quase em uma situação, praticamente bem parecidas. Se eu ouvisse todos os conselhos, com certeza ia me arrepender! Agora até entendo aquele ditado: " Se conselho fosse bom, niguém dava, vendia."Nem imaginam realmente do que eu estou falando , não é mesmo? É que meus pensamentos são mais rápidos. Mas eu explico...Se vc desconfia ou até mesmo tem a certeza que está sendo traída, qual sua reação?Vc homem, como imagina a reação da sua mulher ou namorada?Eu particulamente, odeio aquela cena com berros estridentes. Onde os vizinhos se " divertem " ouvindo. Até pq, sempre se tem o que aprender com brigas alheias.Mulher, tem que saber a lhe dar com homem. Gritar para um homem, jamais! Pode se esgoelar em casa, sozinha, no travesseiro.Pode chutar as paredes, xingar a mãe dele, o que der na telha, em privacidade. Na hora "H", na frente do oponente, fale baixinho. Quase tão baixo que ele tenha que chegar mais perto. Um homem suporta tudo, tapas, xingamentos, quebra-quebra, mas não suporta silêncio e lágrimas. É da natureza dele o combate físico. Tem até canal a cabo exclusivo para isso. Eles assinam e pagam para ver. Poupe seus uivos sopranos para motivos mais prazerosos. Uma mulher calada diz muito mais do que esbravejando. Ela diz o que um homem só compreende se não ouvirSilêncio é sinônimo de mistério. E mistério é abstrato. Homens não sabem lidar com o implícito. Não é algo em que eles possam dar uma gravata, uma chave de braço e derrubar no chão. Desconhecer nossos próximos passos os desestabiliza. Mesmo que não sejam culpados, nosso silêncio aumenta o remorso que eles sempre sentem. Na cabeça de um homem, a mulher é o sexo frágil. E nossa fragilidade merece proteção. É instintivo, ele vai começar a sentir ímpetos de confortar você, de pedir desculpas. Arranjará motivos para encontrá-la ‘sem querer' na rua. Mantenha-se gostosa e com tudo em cima neste período. As chances de reencontro são altíssimas. Quem gosta de definições e pontos finais são as mulheres. Os homens gostam de reticências que levam a uma próxima vez.Engolir uma resposta nos dá a vantagem da réplica. No auge da discussão, olhe bem nos olhos dele, dê as costas e vá embora. E parabéns se você conseguir sumir de vista por uns tempos, o efeito bumerangue será total: ele vai longe e volta certo. Desconhecer o seu paradeiro e o que você está sentindo vai levá-lo a alimentar o pior pesadelo de um macho: você vai dar para outro. Quando um homem está em crise, some ou pede um tempo, significa que ele quer dar um tempo de você. Leia-se: ele tem outra. Não existe homem confuso, existe homem comprometido. É claro que eles replicam essa lógica para cima de nós. Pois alimente a neurose dele. Depois sente e espere. É no seu divã que ele vai deitar.Homens detestam lágrimas. Eles não podem ver uma mulher chorando por não saberem lidar com as próprias lágrimas. Para um homem chorar, a angústia tem que ser imensa. A tristeza, abissal. A dor, insuportável. E qual o comparativo que usam? De novo: o deles mesmos. Ao verem uma mulher em prantos, pensam: "Ela deve estar sofrendo muitíssimo". O que pode até ser verdade mas, em geral, não é. Mulher chora por qualquer coisa. A gente tem cólica e chora, ouve uma música romântica e chora, quebra a unha a caminho da festa e, se estiver na TPM, chora. Isso não nos torna mais fracas. É uma simples reação física. Toma-se água, pronto, repõe-se o líquido perdido. Chorar pra nós não é o fim do mundo, é uma ducha de dentro pra fora.Entenderam???Agora vou tentar praticar, meus ensinamentos...rsrs
BJSSSSSSSS
sábado, 7 de março de 2009
Mal Humuradas

Momentos de angústia, todas nós temos. O que não vale é fazer papel de vítima e obrigar o outro a pagar a conta da sua infelicidade.
Não adianta o corpo sarado nem o rosto sem rugas. Também não fazem efeito as roupas de grife. Em mulher mal-humorada, nada funciona: a única coisa que aparece é o mau humor. Mulheres de bico, de cara amarrada, ríspidas, amargas, azedas... alguém merece?!Elas reclamam o tempo todo: adoram fazer papel de vítima, repetem 18 vezes por dia que estão exaustas (inclusive nas férias), põem defeito em tudo e em todos e amam fazer profecias negativas. Exemplo? Você chega ao escritório e conta, feliz da vida, que conheceu um cara interessantíssimo na noite anterior. A mal-humorada levanta as sobrancelhas, tomba o pescoço e diz: 'É, se eu fosse você não me animaria muito. Esses caras bebem, se entusiasmam, dizem que vão ligar, mas depois nem se lembram'. Pronto. Você, que já não é das mais seguras, sente seu castelo balançar. Não satisfeita, a colega vidente pergunta alguns dias depois se 'aquele cara' ligou. Quando você confessa que não, ela dá o único sorriso do dia e diz apenas: 'Não te falei...?'.Além de conjugar o futuro sempre no imperfeito, as mal-humoradas adoram orações adversativas: 'O prato está bom, mas...', 'Fui promovida, mas...'. Há sempre um 'porém', um 'contudo' ou um 'todavia' no caminho dessas almas emburradas. Às vezes, expressos em silêncio. É aquela colega que chega, não dá 'bom dia', não abre a boca -e nem precisa: o rosto dela diz tudo. Se você perguntar se ela está com algum problema, a mal-humorada só responde: 'Nada, não...'. E aí a presença dela vai crescendo, porque não há nada tão contagiante, ou contagioso, quanto o mau humor. Ele intoxica quem está perto, contamina o ambiente.Momentos de mau humor? Todas nós temos. Nada mais humano e mais digno de perdão. Mas há uma diferença enorme entre estar e ser mal-humorada. E não vale dizer que a vida anda difícil. A vida está difícil, sim, e não faltam razões para sentirmos tristeza, angústia, ansiedade. Mau humor, não: é um outro departamento. Tristeza e angústia, a gente processa internamente. Mau humor é quando você apresenta para o outro a fatura da sua infelicidade. Ele é obrigado a pagar a conta do que você consumiu (ou deixou de consumir) sozinha. Quem é que quer conviver com alguém assim?Vi um outdoor que dizia: 'O sorriso é a melhor maquiagem'. Qualquer mulher fica mais bonita quando sorri. Não é preciso mostrar os dentes o tempo todo, dar uma de Poliana, como se a vida fosse pink -mesmo porque ela está mais para punk. Mas é por isso mesmo que a gente tem que ter senso de humor, sempre, em qualquer situação. Sem ele, fica impossível.Ainda dá tempo: pegue de volta aquela sua lista de resoluções para o Ano Novo e inclua: 'Vou adotar uma postura bem-humorada diante da vida'. Ou então, melhor ainda: resolva já o que está causando seu mau humor. É o casamento, ou o namoro, que está respirando por aparelhos? Talvez seja hora de desligar todos os tubos. É a dieta, que está te deixando com fome? Melhor ganhar três quilos do que perder o humor. Se for o emprego, tente mudar. Se for a cidade, também. O que não dá é para puxar o freio de mão na infelicidade e depois apresentar a conta para os outros. Ah, e antes que você me pergunte, as sugestões também valem para os homens. Homem mal-humorado é castigo que nenhuma mulher merece. A não ser que ela também seja. Aí, é chumbo trocado. E os dois que se (des)entendam.
Toda mulher precisa de...

... um homem que chore por ela (ou com ela) pelo menos uma vez na vida...
um biquíni que fique perfeito nela aos 30 ou aos 40...
um esmalte que dure mais...
uma menopausa que dure menos...
ganhar flores no aniversário...
ganhar flores fora do aniversário...
ganhar flores sempre...
ouvir de um homem que ele não vive sem ela (tão bão!!! rs)...
ouvir de vários homens que ela é gostosa...
ouvir de alguns homens que ela é inteligente...
ter um trabalho que a apaixone...
ganhar um salário à altura de seu esforço...
ter chefes que não confundam chefia com falta de gentileza...
ter colegas bem-humorados e éticos...
emagrecer dois quilos sem ter feito nada pra isso...
descobrir um tratamento anti-celulite barato e que funcione...
poder comer chocolate sem culpa...
poder comer qualquer coisa sem culpa...
passar um ano sem falar a palavra “dieta”...
sentir prazer quando menos espera.
Por Paula Neves, escritora, carioca ( bolsa de mulher)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Parabéns ao Rio de Janeiro!!!
Em homenagem ao Rio de Janeiro, coloquei essa montagem de fotos. Realmente não dá para monstrar nesta postagem apenas, todas as maravilhas do Rio! E se vc está pensando que infelismente o Rio não é só de coisas belas, isso eu tbm sei. E isso não é só aqui , é em todo lugar!!!E se quer ver coisas ruins, ligue a TV e vá ver o noticiário!!!!O Rio é MA- RA- VI- LHO- SO!!!! Adoro ser carioca...no verão então, melhor ainda. Eita verão repleta de tentações!! O povo se solta, se revela, se empolga, as vzs até demais, verdade!
Como já dizia a música..: "é preciso saber viver..." A vida tem tantas coisas boas para nos oferecer, e o tempo é tão curto. Nunca vamos conseguir desfrutar de tudo que realmente é bom. Então o jeito é viver aproveitando e desfrutando do que vc tem de bom agora, no momento. Só não podemos perder a classe, o juízo. Ou melhor, o juízo, pode perder só um pouquinho!!!
Mas mudando do azul para o roxo, hj me peguei pensando em um assunto que tive com uma amiga. Em crise com seu marido , ela chegou a conclusão que nunca na vida dela teve que "procurar homem". Queixa que seu marido fez a ela! E realmente concordo com ela. Pq homens depois de casados ficam acomodados? Não dá pra entender! Homens tem que saber dominar,guiar, conduzir, fazer a mulher se sentir segura,confiante no seu parceiro. Daí homens desse mundo, vcs sabendo conduzir a dança, pode ter certeza que a mulher acaba se revelando e vc se surpreendendo com o resultado. Até mesmo vai acabar "prorcurando" o seu amado no meio da madrugada com um jeitinho que ele com certeza vai gostar. Enfim, o domínio é dos homens!!! Já ouviram falar lá no tempo da escola que uma ação gera uma reação? Então, não tenham medo, ou não se acomodem homens. Atitude!!!
Imagina se essa minha amiga, já carente, toda se querendo, precisando levantar sua alto estima, encontra um cheio de atitude??? Aí ela vira a safada, né??? Francamente, vejo isso acontecer todos os dias, com amigas, com conhecidas, na net e até comigo se querem saber. Acomodados, na minha opinião é a palavra que melhor define os homens nesse caso.
Se quer, deseja, pq ficar nessa atitude de mariquinha? ahhh, vc não me prorcura...
Fala sério... vá lá pegue sua mulher com vontade, como homem de verdade, faça ela se sentir segura, desejada, seja criativo!!!!
Bem que o marido da minha amiga podia ler isso, derrepente funcionava, dava resultado!!!rsrs
Mas foi bom pra mim escrever isso tbm, acabei eu desabafando um pouco. Concluindo tudo, homens em geral estão previsíveis demais!!!
Desculpe os homens, mas sou feminista. Não daquelas chatas, e sim bem humorada!
E além do mais estamos em um banheiro feminino, vcs podem ouvir de tudo, o que lhe agrade ouuu o que não lhe agrade .
BEIJINHOS...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
teste de admissão!!!

Em homenagem ao momento que estou passando, uma piadex!!!rsrs
O psicólogo dirige-se ao candidato e diz:- Vou lhe aplicar o teste final para sua admissão!!!- Ta...Aí o psicólogo pergunta:- Você está em uma estrada, bem escura e vê ao longe dois faróis emparelhados vindo em sua direção. O que você acha que é?- Um carro!!! Diz o candidato.- Um carro é muito vago. Que tipo de carro, uma BMW, um Audi, um Volkswagen?- Não dá pra saber né? - Hum...,diz o psicólogo,que continua:- Vou te fazer uma outra pergunta.Você está na mesma estrada escura e vê, só um farol vindo em sua direção, o que é?- Uma moto, diz o candidato.- Sim mais que tipo de moto, uma Yamaha,uma Honda,uma Suzuki?- Sei lá, numa estrada escura, não dá pra saber (já meio nervoso).- Hum...Aqui vai a última pergunta...Na mesma estrada escura você vê de novo só um farol, menor que o anterior você percebe que vem bem mais lento.O que é?- Uma bicicleta.- Sim mais que tipo de bicicleta, uma Caloi, uma Monark?- Não sei.- Você foi reprovado!!! Diz o psicólogo.Aí o candidato dirige-se ao psicólogo e fala:- Interessante esse teste!! Posso te fazer uma pergunta também?- Claro que pode, Pergunte!!!- O senhor está numa rua iluminada! Vê uma moça com maquiagem carregada, vestidinho vermelho bem curto, girando uma bolsinha, o que é?- Ah!- diz o psicólogo - é uma prostituta!!- Sim, mais quem? Sua irmã, sua mulher ou sua mãe?
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Sexus versus Sexus (B. garota do Rio)

No mundo moderno, tem havido o que se chamaria de inversão de valores principalmente nas relações homem/mulher. A emancipação feminina teve seu lado bom, porque permitiu à mulher ir á luta por seus direitos na sociedade, tornando-a independente do ponto de vista econômico e pessoal; mas por outro lado, causou um certo desconforto ao sexo oposto, visto que as mulheres passaram a integrar o mercado de trabalho em igualdade de condições. Mas a coisa não fica só nisso. É nos relacionamentos que vemos o reflexo dessa moderna (in)compatibilidade. Antes, quando conhecíamos um homem; havia um certo encanto. Éramos o sexo frágil. E pra conquistar o sexo frágil, um homem se desdobrava em mimos; flores, jantares, presentinhos... Agora, mal saímos com um gajo e ele quer que rachemos a conta. Sem contar que muitos ficam á caça de mulheres economicamente estabilizadas e dispostas a bancá-los. Nada contra, dividir ou até mesmo pagar, mas queremos e precisamos ser agradadas de alguma forma; envolvimento é investimento de ambos os lados; não de valores monetários, mas pessoais, que acabam por resultarem num custo... Muitos homens esquecem que nós mulheres estamos sempre investindo em algo para agrada-los e não pedimos pra que eles dividam as quantias despendidas. Como? - Quando passamos horas na depiladora sujeitando-nos a uma uma dor f.d.p. para que eles sintam nossa pele lisinha - nenhum homem quer sair como um chimpanzé... - Quando entramos numa loja e compramos aquele vestido totalmente fora do orçamento; - Quando gastamos fortunas com calcinhas de renda pra que eles arranquem com os dentes; - Quando colocamos aquela langerie tranparente que custou os olhos da cara; - Quando deixamos parte do salário no mercado, só pra preparar aquela comidinha preferida dele... E êles, o que fazem? Vestem uma Zorba ridícula, uma camisa qualquer, um par de tênis; barba feita ou pra fazer e acham que são uns fodões! Muitos homens acreditam que 99% do poder de sedução deles estão concentrados nas partes baixas. Quanta ilusão! Conversa? Falar sobre o que com uma mulher? Ela não entende de carros nem de futebol! Melhor ocupar a boca dela com outra coisa! Advinhem... Bem... deixa pra lá... Restam-nos duas opções: - Ou fingimos que morremos de tesão pelo gajo, ou o mandamos à merda e partimos pra outro, correndo o risco de esbarrarmos no mesmo numa embalagem mais enfeitadinha Relacionamento; apesar de ser pessoal, também tem seu preço; requer um mínimo de investimento e fazer uns agradinhos com flores, motel e um jantarzinho vez em quando faz parte. São pequenos mimos que fazem com que nos sintamos especiais; não tem a ver com o valor que se paga, e sim, com o gesto em si. O que os homens não conseguem entender é que eles se agradam pelos olhos e nós mulheres, pelos pequenos detalhes que vamos colhendo; e pela a forma como somos tratadas. Não nos excitamos com o "gingado" de um macho na rua, mas nos derretemos com mimos e sutilezas; um convite pra sair ou um telefonema Do ponto de vista sexual, a sensualidade da mulher ainda está no corpo, na forma como ela se veste e se move numa eterna dança; assim como a sedução do homem está na forma como ele a conduz pelo salão... Pois independente de toda evolução - seja cultural, social ou econômica; ainda somos homem e mulher. E isso não deve mudar... Mas, como ambos se tornaram intransigentes, movidos, talvez pelas atuais circunstâncias; os relacionamentos perderam um pouco do encanto, levando-os cada vez mais para o mundo virtual, onde a imaginação de certa forma compensa suas carências com custo zero, cheiro zero, contato zero e uma cama vazia no final... Isso talvez satisfaça o homem, já que seu prazer é só libido, mas não supre a carência afetiva de uma mulher. Enfim, entramos na Era da Masturbação... É o que chamaria de "A evolução" da raça humana!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Sonhos modernos
Arco Iris
domingo, 25 de janeiro de 2009
TPM, quem eu????

Eu não sei se todos pensam igual a mim, mas acho os domingos pior que as segundas. Hj até que estou de bom humor, conseguindo levar o dia na tranquilidade. Mas pra ficar melhor, leiam essa aí em baixo. Eu não sei pq, mas me identifico muito!!!kkkkkkkkkkkk
O mau humor me acompanhava naqueles dias. Aqueles dias. Acordava comigo, dormia comigo, tomava banho, agredia desavisados, enchotava pombos na rua. Essas coisas normais.Seguindo a regra universal, comecei o dia mal. Cheguei ao ponto atrasada e perdi o ônibus porque derramei café na roupa e, quando fui trocar, vi que todas camisas estavam amassadas. Mas tudo bem. Ouvindo uma musiquinha tudo melhoraria. Abri a bolsa para pegar o fone e escutar alguma coisa calma. O fone não estava lá. Deixei no bolso da blusa em que derramei café. Legal.- Ô, mocinha! Dá aí um desses, por favor?, gritei para uma distribuinte de folhetos que passava.Nem sabia do que se tratava, mas precisava de distração enquanto o sol rachava minha cabeça ao meio.Meia hora depois, já ciente de todas as ofertas do Mundo dos Amortecedores, o ônibus passou. Lotado. Depois de ralar o braço num cara suado e desviar a bunda de um outro com carinha de tarado, lutei com uma gordinha cheia de sacolas para pegar um lugar vago. A gordinha ganhou. Aceitei a derrota como quem recebe um prato trocado no restaurante, mas fica com ele porque está morto de fome. Um ponto depois, a babaca se levanta. Sentou por um ponto. Ridícula. Mas dessa vez não tinha jeito, o lugar era meu. Assim que ela se levantou, fui encoxando a fofinha pelas costas, pra garantir que o primeiro vão entre ela e o banco seria minha entrada. Meu peito foi ficando esmagado entre as dobrinhas das costas dela e quase fui sugada pelo rego abissal da moçoila. Mas consegui. Me sentei aliviada e feliz. Finalmente a coisa estava melhorando. Peguei o folheto dos amortecedores e resolvi dar mais uma lida. Foi quando senti o pescoço da senhorinha sentada ao lado se esticando em minha direção, num estilo ET de ser. E não tem nada tão irritante quanto um desconhecido pescoçando sua leitura.Segui tentando ignorar o fato, até que uma curva sinuosa jogou a senhorinha pra cima de mim. Baixei o folheto e olhei bem firme para ela. Nem desculpa ela pediu.Inocente nesse mundo, achei que depois dessa, a senhora sairia fora. Não. Logo estava ela novamente invandindo meu espaco. Quando senti o queixo dela encostar em meu ombro, resolvi agir. Me concentrei e usei o tom de voz mais meigo que consigo fazer.- A senhora quer ler esse folheto?- Quero não.- Pode ficar.- Por que você tá me oferecendo?- Porque achei que a senhora estivesse interessada.- Você tá é doida.Nã, nã, nã, uma veiota sem noção não ia acabar com meu dia. Ou piorar. Foda-se a boa educação, o respeito aos mais velhos, as conseqüências na próxima encarnação. Que eu volte como pulga, como pedra, como banda de pagode, mas não ia ficar quieta.- Doida não. A senhora estava quase deitando em mim.- Nem sei da onde que você tirou isso. Vaca.- É o quê? Vaca?- Vaca, puta.- A senhora tá bêbada?- Acha que velho não xinga? Otária. E agora cala essa boca que vou escutar uma música aqui no meu êmepêtreize.- Vai nada! Agora a senhora vai me escutar. Só porque é uma velha acha que pode abusar, pode ser mal educada? Mas ó, a senhora fique sabendo que é uma velha muito feia, muita má, falei achando que velho é que nem criança. Mas não adiantou.- Me deixa em paz, sua corna.- Não, a senhora vai pedir desculpas.- Porra nenhuma.- Então toma essa porra de folheto. Agora vai ler tudo.- Pára de empurrar isso, pára. Sai fora, sua drogada. Você usou tóxicos, foi?- Drogada o caralho. Enfia essa merda no…- Pára com isso, menina, não quero isso não. Sai pra lá.A essa altura o ônibus todo já estava alvoroçado. Os mais próximos, que viram tudo, torciam por mim. Os mais distantes começaram a tacar papel, sem saber de nada. Percebi que a coisa ia ficar feia pro meu lado. Tive que levantar pela minha vida.- Eu não fiz nada, essa senhora me agrediu antes.Foi pouco. Vaias e objetos mais firmes começaram a vir em minha direção. Fui me encolhendo na cadeira e pensando no que fazer pra não ser linchada. Os gritos de fidaputa foram aumentando. Cheguei a escutar um "Ela agrediu a senhora! Vão descer a mão." Tentei pensar rápido. E meu instinto de sobrevivência só achou uma solução. Levantei novamente e com voz grossa e um sotaque que era mistura de bahiano com ovo na boca, mandei:- Aqui é o demônho.Na primeira frase o silêncio tomou o ônibus. Tratei de virar os olhinhos e lembrar dos programas que via nas madrugadas insones.- Essa menina tá tomada, berraram lá de trás.- Eu sabia!, disse a véia.- Cala a boca, piranha, emendei eu, agora com liberdade diabólica para tal.- Eu vou dominar o mundo todo. Começando por essa menina. Depois vou pegar vocês.Meu plano estava dando certo. Os passageiros estavam paralizados e comovidos. Ao fundo ouvia gritinhos que iam de aleluia a "pára o ônibus que vou descer". Já ia desenvolvendo meu discurso quando ouvi:- Sou pastor! Me deixem passar.- Puta merda… pensei comigo, já prevendo o show.Era um senhor bem branquinho, quase albino, magrinho que só. Foi lá pro meu lado e colocou a mão bem espalmada sobre minha cabeça. Fazendo pressão, me botou ajoelhada sobre o banco. Eu, pra manter a pose, ficava ali gemendo. E xingando a velha.De repente, o senhor pastor se enraiveceu e começou a berrar "sai capeta, sai, volta pra não sei onde." Era fato. Eu tinha que interpretar. Dar tudo de mim, encontrar meu lado atriz. Era isso ou ser linchada. Abri o arquivo de referências de terror no meu subconsciente e passei a fazer tudo que vinha. Fazia uns sons inspirados no chewbacca, cantei ilariê ao contrário, uivei, tentei girar a cabeça 360º. E xingava a velha, claro.- Velha doida! Vou te pegar de noite, vou arrancar sua cabeça, vou arrancar suas tripas pela bunda.O exorcismo estava funcionando. Fui liberando tudo. Aproveitei pra xingar o chefe, o ex, a amiga traíra, o Bush, as micaretas. E uma paz interior inabalável foi me possuindo. O problema é que quanto mais eu amaldiçoava meio mundo, mais o pastor ficava agressivo. Me sacudia, balançava minha cabeça, puxava o cabelo. Quando senti o café da manhå subindo, achei melhor parar a coisa. Vomitar até cairia bem, mas não queria me sujar. Já estava livre de ser linchada àquela altura. Decidi que era hora de acabar. Fingi desmaiar na cadeira e pronto, ouvi uns gritos comovidos. Consegui. Virei a mocinha, vítima do mal. Até a véia foi me ajudar. Mulheres me abanavam, homens abriam espaço, criancinhas choravam, religiosos rezavam. Abri os olhos e fiz cara de coitada:- Eu estou bem, eu estou bem, sussurei com uma voz bem fraquinha, cerrando os olhos como quem acabou de acordar.E alguém repetiu:- Ela está bem, ela está bem!O ônibus todo, cada um com sua fé, foi agradecendo a seu Deus. Era graças a deus pra cá, aleluia pra lá. As pessoas se abraçavam, sorriam, comemoravam como copa do mundo. Eu levantei, acenei para o público e abracei o pastor, aplaudido por quase um minuto. Graças ao trânsito, meu ponto ainda não tinha passado. Mas estava próximo. Dei o sinal, agradeci a todos, pedi que rezassem sempre e prometi conhecer a igreja do pastor, chamada Tô com Deus e não Abro.- É pra dar um ar jovem, ele me explicou.Saí do ônibus aliviada e renovada. Nada mais eficiente que um desencapetamento pra acabar com uma TPM.
Texto retirado do blog redatoras de merda
sábado, 24 de janeiro de 2009
2009...

Estranho, fiz um blog e nunca sei o que esccrever. Sempre uso textos de terceiros, que acho interessante. Não gosto muito de escrever sobre meus dias e blábláblá. Mas pensei... Leio outros blogs e todos escrevem com tanta naturalidade e as vzs nem aconteceu nada que aparentemente seja muito significativo. Mas mesmo assim, eu por exemplo gosto muito de fuxicar outros blogs e saio lendo tudo. Passo hrs, na maior parte acho tudo interessante. Hj resolvi arriscar. Adoro escrever, só não gosto de falar de mim mesma, mas sinto essa necessidade. Ai, nem eu estou mais me entendendo....
Bom, continuando, vou falar de como iniciei o ano. Maravilhosamente delicioso o meu primeiro dia do ano. Praia, dia lindo, temperatura da água perfeita, acompanhada com boas pessoas, bons amigos, sem filha e sem marido. Um dia só meu. Que falta sinto disso!!!
O segundo dia fui em um lugar, pode-se dizer, curioso. Fui em uma boate Gay. Para muitos, normal. Mas pra mim foi uma novidade. Quando cheguei, tive a sesação de estar entrando no lugar mais pecaminoso do mundo. Mas acho que era pq o lugar é meio escondido, e ainda tinha faltado luz. O estilo da casa rústico, parecia no escuro uma obra abandonada. rsrsrs
Luz voltou, a casa abriu, aquelas músicas com muita batida, chega a enjoar.
Enquanto dançava observava os carinhos calientes dos pombinhos apaixonados. E eram muuuuitos. Que horror!! Não tinha um homem alí no qual eu olhasse na rua e disesse, esse é viado! Eram todos bonitos, pelo menos bem tratados, com estilo. Loucura! Percebi que eles, a grande maioria são malhados, se preocupam com o corpo. Agora todo homem que vejo na rua assim, me pergunto, será que ele é??
Gente, e os beijos, carinhos, amassos, trocas de olhares... Nem eu, que sou mulher ( e gosto muito da coisa viu!!) recebo ou já recebi carinho assim. É totalmente diferente!! Nem sei explicar. Mas nem um homem dançou comigo daquela forma, me pegou daquela forma, me beijou daquela forma. Cheguei até a sentir iveja, acredita nisso??RSRS
No meio da noite tem uma presentação de humor com um travesti. Muito bom!! Ela de cara percebeu que não fazia parte daquele mundo. Aí me perguntou se era bom ser piranha. Imagina euzinha respondendo isso no microfone!! Pensei em responder:" é né lindinha, o que adianta ser piranha se aqui não tem homem pra mim??." Mas não podia responder algo que pudesse agredir os que alí estavam. E nem era essa a minha inteção. Não tenho preconceito, é bom deixar isso bem claro!
E ainda teve um gogoboy, que ficou peladinho, a um metro de distância de mim!! Feinho esse, tadinho!! Não olhava pra nada e ninguém. Senti que ele estava desconfortável alí fazendo isso. Talvez pq o seu namorado estava na platéia, sei lá...
Dançei muito, tirei foto, filmamos o gogoboy e como meu amigo disse, achei tudo "bizarro!" Que homens são esses que nem me notaram, cheguei a me sentir feia!! Não é um bom lugar, se a mulher estiver pecisando levantar sua alto estima. A não ser que tenha dúvida em sua opção sexual. No meu caso, saí de lá com toda certeza sabendo do que gosto!!!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Sou assim...
Vcs vão ler no meu perfiu um pouco de mim. Mas para quem quer saber mais, de forma menos poético eu lhe digo que sou cheia de defeitos. Sou eu apenas para quem eu quero ser. Não estranhe se eu não me mostrar inteira pra você, pode saber que não quero ser sua amiga ou não gostei do seu jeito. E muitas vezes não sei como dizer isso. Por isso, me fecho. Sorrio pouco, não estico a conversa, não acho graça nas brincadeiras. Não gosto de intimidades repentinas. Se você não conhece meu filho, não pergunte por ele como se conhecesse há tempos. Vai soar falso pra mim e é bem provável que, ao responder, eu faça uma careta sem perceber. Minha simpatia não é gratuita. Escolho bem para quem vou dar os meus sorrisos.Provavelmente você vai ouvir dos meus amigos uma descrição que não bate com o que você acha que conhece de mim. Vai ouvir que sou alegre e converso bastante, que falo coisas bobas e divertidas. É, não parece a mesma pessoa. Me desculpe, não posso ser como eu sou com todo mundo. Tenho que ser conquistada com sinceridade. Gosto de pessoas autênticas, carinhosas e abertas. Não me venha com seu ar blasé, garanto a você que o meu é bem pior. Nem force a barra me comparando com você, dizendo que somos do mesmo signo, temos gostos parecidos, que somos iguais nisso ou naquilo. Comigo é devagar, é com inteligência, com humor, com refino. Sou isso mesmo que você está pensando, sou metida a besta, me acho melhor em muita coisa, gosto de ter razão, acho que estou certa na maioria das vezes, sou orgulhosa. Agora me diga você os seus defeitos, que não sejam esses que já coloquei aqui.
Tortura Moderna!
“Tenta sim. Vai ficar lindo.”Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.- Vai depilar o quê?- Virilha.- Normal ou cavada?Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.- Cavada mesmo.- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?- Ok. Marcado.Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.- Quer bem cavada?- ...é... é, isso.Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.- Ah, sim, claro.Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).- Pode abrir as pernas.- Assim?- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.- Arreganhada, né?Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.- Tudo ótimo. E você?Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.- Quer que tire dos lábios?- Não, eu quero só virilha, bigode não.- Não, querida, os lábios dela aqui ó.Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.- Olha, tá ficando linda essa depilação.- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?- Hein?- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.- Segura sua bunda aqui?- Hein?- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:- Tudo bem, Pê?- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.- Penélope, empresta um chumaço de algodão?Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.- Máquina de quê?!- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.- Dói?- Dói nada.- Tá, passa essa merda...- Baixa a calcinha, por favor.Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.- Prontinha. Posso passar um talco?- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br. Queria tudo.Menos namorar.
Blogger Redatoras de Merda
Adorei quando lí esse texto. E é uma maneira muito bem humorada de iniciar esse espaço!
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.- Vai depilar o quê?- Virilha.- Normal ou cavada?Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.- Cavada mesmo.- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?- Ok. Marcado.Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.- Quer bem cavada?- ...é... é, isso.Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.- Ah, sim, claro.Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).- Pode abrir as pernas.- Assim?- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.- Arreganhada, né?Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.- Tudo ótimo. E você?Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.- Quer que tire dos lábios?- Não, eu quero só virilha, bigode não.- Não, querida, os lábios dela aqui ó.Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.- Olha, tá ficando linda essa depilação.- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?- Hein?- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.- Segura sua bunda aqui?- Hein?- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:- Tudo bem, Pê?- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.- Penélope, empresta um chumaço de algodão?Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.- Máquina de quê?!- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.- Dói?- Dói nada.- Tá, passa essa merda...- Baixa a calcinha, por favor.Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.- Prontinha. Posso passar um talco?- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br. Queria tudo.Menos namorar.
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Adorei quando lí esse texto. E é uma maneira muito bem humorada de iniciar esse espaço!
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